O futuro das finanças na América Latina e no Caribe

Score de crédito na América Latina

nov 17, 2022

Opinião: Como os credores podem garantir acesso mais igualitário ao crédito sem sacrificar sua estratégia de risco, mesmo para aqueles sem histórico formal?

 

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Um registro histórico detalhado de suas transações financeiras e seu status financeiro, um relatório de crédito inclui vários dados sobre você, desde informações pessoais de identificação (nome, endereço, data de nascimento), a contas de crédito ao consumidor (cartões de crédito, linhas de crédito, empréstimos para automóveis, hipotecas) e informações de “consultas” (ou seja, as informações sobre as empresas que solicitaram um relatório de crédito a seu respeito para fazer ofertas de produtos de crédito). Com base nessas informações, um score de crédito é calculado e seus potenciais credores são informados sobre a qualidade do seu crédito.

Uma pontuação ou score de crédito alto indica que é provável i) que você pague sua dívida ou qualquer crédito recebido e ii) que você pague essa dívida dentro do prazo estabelecido e de acordo com os termos formalizados. Com uma pontuação de crédito melhor, é provável que os credores ofereçam produtos de crédito como cartões, financiamento de automóveis, hipotecas e empréstimos pessoais. Além disso, quanto maior sua pontuação de crédito, maior a probabilidade de os credores oferecerem condições diferenciadas, incluindo perspectivas de pagamento flexível e taxas de juros mais baixas. Por outro lado, se você está preso a uma pontuação de crédito baixa, corre o risco de não conseguir obter crédito quando precisar ou ter que aceitar taxas de juros mais altas.

No entanto, os sistemas tradicionais de pontuação de crédito não são isentos de falhas. Eles geralmente não levam em consideração fatores adicionais que podem influenciar o seu risco de crédito (por exemplo, a maioria dos relatórios de crédito não inclui pagamentos de aluguel, um preditor muito preciso da propensão de alguém honrar suas dívidas). Além disso, pode haver um atraso significativo entre as atividades de um solicitante e o que consta no seu relatório/score de crédito. Por isso, observamos que os dados em tempo real têm se mostrado cada vez mais valiosos (e precisos) na avaliação de risco de uma pessoa.

O score de crédito tradicional também pode conter vieses inerentes. Isso pode afetar algumas partes da população a ter acesso justo ao crédito. Por exemplo, as pessoas de algumas comunidades nem sempre têm históricos de crédito formais. Ausência de histórico de crédito resulta em um score de crédito baixo. O score baixo significa que as pessoas não podem acessar facilmente os produtos de empréstimo e portanto, não podem começar a criar uma pontuação de crédito: as pessoas são forçadas a aceitar condições longe das ideais e com taxas de juros altas, o que pode dificultar o pagamento da dívida. Isso resulta em um ponto a seu desfavor em seu relatório de crédito.

 

Dados alternativos para inclusão financeira

O exemplo acima não é algo incomum em nossa sociedade global – existem inúmeras populações sem acesso a produtos financeiros formais. Existem muitas definições para quem não tem um histórico de crédito tradicional: invisível ao crédito, desbancarizado, sub-bancarizado, mas referem-se basicamente a qualquer pessoa que não tenha informações em seu histórico/relatório de crédito oficial para gerar um score de crédito. Na América Latina, 45% dos adultos não têm conta bancária e 79% não têm acesso ao crédito de uma instituição financeira, embora esses números variem muito entre as diferentes partes da região.

Como os credores podem garantir acesso mais igualitário ao crédito sem sacrificar sua estratégia de risco, mesmo para aqueles sem histórico formal? Uma das maneiras de fazer isso é usar dados alternativos. Dados alternativos incluem qualquer dado fora de um relatório de crédito tradicional, que possa indicar a qualidade de crédito de uma contraparte. Isso pode incluir informações de telecomunicações, informações de pagamento de aluguel e serviços públicos, mídia social, presença na web, dados sobre viagens e informações de open banking, entre outros. 

O uso de dados alternativos ajuda a fornecer uma visão mais holística da saúde financeira (atual e potencialmente futura) dos clientes, melhora a precisão das decisões e até ajuda a aumentar a proteção contra fraudes com verificação de identidade e processos “KYC” aprimorados. A habilitação de decisões de crédito mais precisas permite que os credores expandam seu mercado de forma prudente, sem ter que necessariamente aumentar o risco, e estimula o acesso aos desbancarizados ou sub-bancarizados, colocando-os no caminho certo para construir seus scores de crédito. Entre os credores que usam dados alternativos, 87% o fazem para avaliar com mais precisão os clientes com pouco ou nenhum histórico de crédito e 64% o fazem para melhorar sua avaliação de risco entre consumidores sem conta bancária.

À medida que o setor de serviços financeiros evolui, há maneiras cada vez mais inovadoras de determinar a qualidade de crédito, incluindo a integração de dados alternativos, a implementação de soluções avançadas de tomada de decisão e o uso de modelos preditivos mais precisos via inteligência artificial. Há também oportunidades mais variadas de acesso a produtos de crédito e serviços financeiros, incluindo o avanço das soluções “compre agora, pague depois” (BNPL) e novas abordagens de produtos oferecidos por neobancos e fintechs.

Se você é um credor, como pode garantir que o histórico de scoring continue a evoluir para algo mais holístico, mais preciso e mais inclusivo? Descubra como uma plataforma de decisão unificada, com acesso fácil a diversas fontes de dados e inteligência artificial, pode ajudar você a dizer “sim” a mais pessoas, sem aumentar seu risco. Baixe o e-Book

 

Pedro Arlant atua como Executivo Comercial, Brasil na Provenir, que ajuda fintechs e provedores de serviços financeiros a tomar decisões mais inteligentes com mais rapidez com sua plataforma de decisão de risco baseada em IA. A Provenir trabalha com organizações de serviços financeiros disruptivos em mais de 50 países e processa mais de 3 bilhões de transações anualmente.

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