Descubre el futuro de las finanzas en América Latina y el Caribe

The future of finance in LatAm & the Caribbean

O futuro das finanças na América Latina e no Caribe

Big techs estão apostando alto na indústria financeira latino-americana

jan 22, 2024

Por Antony Pinedo

Apple, Amazon, Google, Microsoft e Meta continuam a expandir sua presença no mercado de fintech; uma estratégia que pressiona as estruturas tradicionais da indústria. Trazemos para você uma lista do que eles estão fazendo e onde

 

A incursão das big techs na área financeira continua avançando, com diferentes produtos — e sucessos variados — em pagamentos, poupanças e créditos, gerando pressão sobre bancos tradicionais, dada a expertise da Apple, Amazon, Google, Microsoft ou Meta no processamento de dados e experiência do usuário para antecipar as necessidades do consumidor.

Na verdade, o avanço das big techs (e empresas de tecnologia) está entre as três tendências de maior impacto para a indústria financeira digital na América Latina em 2024, segundo pesquisa realizada pela iupana entre sua comunidade de leitores, formada por tomadores de decisões do setor, destacando a importância deste fator para dinamizar o mercado.

Ao mesmo tempo, outras empresas de tecnologia também anunciam planos para capturar oportunidades no setor. O X (antigo Twitter) adiantou que, neste ano, lançará pagamentos digitais para sua “praça global” e o Uber explora “novas possibilidades” para o México, após tramitar uma licença fintech.

No entanto, a regulamentação bancária na região, também diferente por país, tem exigido associações com entidades com licenças de funcionamento ou o processamento das mesmas.

Dada a importância deste movimento, preparamos uma lista dos produtos financeiros que as big techs oferecem na América Latina, para que você não perca seus avanços e evoque sua inovação:

 

  1. Apple

A Apple expandiu sua carteira digital em onze países da América Latina, como Brasil, México, Argentina, Colômbia e Chile.

Embora na região este seja o único produto na prateleira, nos Estados Unidos, a oferta da segunda empresa com maior valor de mercado global é mais robusta: conta poupança com rendimento, cartão de crédito, compre agora, pague depois (BNPL) e a possibilidade de transformar o telefone em PoS (terminal de ponto de venda). Os dois primeiros serviços foram lançados em associação com o banco Goldman Sachs, por exigência de compliance, embora a aliança tenha sido rompida nos meses seguintes, conforme noticiado pela Reuters.

Portanto, em dezembro descobriu-se que a Pismo, empresa brasileira emissora de produtos bancários, que foi adquirida pela Visa, parecia um potencial emissor da Apple.

 

 

  1. Microsoft

O compromisso da Microsoft com a vertical financeira está do lado da gestão e análise de dados para melhorar a eficiência da inteligência artificial (IA) preditiva, tecnologia que continuará a ocupar espaço nas operações de bancos e fintechs, como forma de criar produtos com poder preditivo.

Nessa linha, a Microsoft tem participação na OpenAI, empresa líder no desenvolvimento de grandes modelos de linguagem (LLM) capazes de autotreinamento. Além disso, lidera o desenvolvimento na área com uma divisão própria, o que recentemente permitiu que se tornasse a empresa com maior valor de mercado global, refletindo o interesse gerado pela ferramenta em diversas indústrias e investidores.

E, assim como, como o Google e a Amazon, a Microsoft também está competindo para fornecer recursos de nuvem para o setor financeiro.

 

  1. Google

A aposta financeira do Google vai na linha de produtos de pagamento e posicionamento de seus clientes no maior mecanismo de busca, para incentivar suas vendas. Sua carteira digital opera em dez países da América Latina, como Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica e Colômbia.

A empresa adiantou à iupana, em abril de 2023, que não pretendia escalar para outros produtos financeiros, mas que pretendia melhorar os resultados de conversão dos seus parceiros comerciais, integrando e melhorando a experiência de pagamento na mesma jornada de pesquisa.

Além disso, existe um compromisso firme em seu produto em nuvem para fornecer serviços aos bancos. Alguns de seus clientes são HSBC, BBVA e Citi, segundo a empresa.

 

  1. Amazon

A gigante do comércio eletrônico também está aplicando uma estratégia financeira na América Latina. Em agosto, lançou um cartão de crédito no Brasil em parceria com Visa e Banco Bradesco. O produto começou bem: segundo dados da empresa, apenas dez dias após o início das operações, foram aprovados 14 mil plásticos. O cartão também está disponível nos Estados Unidos e em alguns países europeus.

Além disso, por meio do seu serviço de nuvem Amazon Web Services (AWS), bancos e fintechs como Bancamía e  de Bogotá, na Colômbia, ou o neobanco Ualá aproveitam a flexibilidade desta tecnologia. Embora isso não os liberte completamente de riscos, como o que aconteceu em junho, quando Ualá teve que pedir desculpas aos seus usuários na Argentina pela queda do servidor AWS.

 

  1. Meta

A controladora do Facebook enfrentou desafios em sua jornada nas finanças digitais. Em setembro de 2022, anunciaram o encerramento das operações da Novi, carteira digital que utilizava criptomoedas para enviar remessas entre os Estados Unidos e a Guatemala.

Outro produto é o WhatsApp Pay, disponível apenas na Índia e no Brasil. Neste país sul-americano de 214 milhões de habitantes, estima-se que, até agosto de 2023, o WhatsApp estava instalado em 99% dos smartphones, embora apenas 13% destes tenham cadastrado cartão de crédito ou débito no aplicativo para utilizar o serviço de pagamentos e transferências, de acordo com um estudo do Mobile Time.

 

Bonus track: Outras empresas de tecnologia que visam a finanças

  1. DiDi

A DiDi, plataforma de transportes, está promovendo uma agressiva campanha de posicionamento financeiro na região, com empréstimos, cartões de crédito e pagamentos. No México, entre 2021 e 2023, foram aprovados mais de 5 milhões de empréstimos por meio do seu aplicativo para usuários e motoristas.

“Um ano após o seu lançamento, o serviço de pagamento da DiDi México alcançou mais de 2 milhões de transações bem-sucedidas, incluindo recargas de crédito telefônico, pagamento de serviços e compra de cartões-presente”, acrescentou a plataforma por escrito à iupana. “Continuar construindo a confiança dos usuários e manter-se totalmente atualizado com as questões regulatórias são as principais prioridades”, afirmou a empresa.

 

7. Uber

Também no México, e nos aplicativos de transporte, o Uber avançou em sua proposta financeira, ao obter a licença fintech no ano passado, na modalidade de instituição de fundos de pagamentos eletrônicos (IFPE).

A empresa afirmou, em agosto, que “a licença concedida pela CNBV [o regulador mexicano] abre a porta a novas possibilidades no futuro para continuar a servir as necessidades dos nossos utilizadores de forma otimizada”, embora não tenha especificado planos específicos.

 

  1. Mercado Livre

O Mercado Livre é uma das empresas latino-americanas de maior sucesso, com valor de mercado que chega a US$ 82 bilhões. Embora tenha começado como e-commerce, evoluiu para fintech com forte presença regional, nomeadamente na Argentina e no México, onde recentemente afirmaram ser a segunda “aplicação bancária” mais utilizada, depois do BBVA, entidade com maior mercado capturado.

De acordo com os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2023, a carteira é uma fonte crescente de créditos, utilizadores e pagamentos processados ​​para a sua empresa-mãe que consolidou os seus retornos através do neobanco.

 

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