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Equidade, gestão e confiança: premiamos as mulheres líderes em finanças de 2023

nov 10, 2023

Por Antony Pinedo

abridora BF

Temos orgulho de compartilhar que realizamos, mais um ano, nosso evento sobre mulheres nas finanças digitais. Equidade, gestão e confiança foram temas que aparecem nos painéis, que reuniram as vencedoras do nosso prêmio Las Disruptoras 2023, assim como executivas que são destaque.

Nessa quarta-feira (8/11), a iupana realizou o evento: Let’s talk about women in digital finance, que reuniu painéis de discussão sobre a criação de produtos e serviços sensíveis ao gênero, o papel das mulheres na indústria e o papel da tecnologia em tudo isto. Um grupo proeminente de mulheres executivas destacou a capacidade, a preparação e a coragem das mulheres para ganharem espaço em cargos de direção no sector.

Também participaram do evento as vencedoras do prêmio anual que a iupana concede às mulheres que lideram a inovação digital na América Latina, Las Disruptoras 2023. Este reconhecimento é muito relevante, porque as mulheres ocupam apenas um terço da gestão das empresas na região, segundo a Organização Internacional do Trabalho.

“Você quer ter as melhores pessoas [em sua organização], então, tem de pensar em ser inclusivo, em ter um ambiente onde diferentes tipos de pessoas possam se desenvolver”, comentou María Ignacia Jofré, cofundadora da Chilean Clay, uma empresa fornecedora de softwares financeiros e contábeis, que destacou a importância de preparar a cultura organizacional para gerar espaços equitativos para todos. Jofré também venceu Las Disruptoras deste ano.

Embora a lacuna de participação das mulheres, tanto usuárias como gestoras, continue a ser uma realidade na indústria financeira da região, a participação avançou, concordaram as oradoras. Uma pesquisa realizada no evento constatou que 70% das participantes afirmaram que, de fato, há mais mulheres ocupando cargos de gestão em suas empresas.

Alehira Orozco, diretora de relações governamentais do Mercado Livre, acrescentou a importância de as empresas serem flexíveis na distribuição da carga de trabalho das mulheres em suas equipes, bem como de adotarem um esquema de trabalho baseado em resultados. Ela também falou sobre sua experiência em negociações difíceis e quando muitas vezes é a única mulher à mesa: “Não sou uma mulher negociando à mesa, sou uma profissional”, concluiu.

No que diz respeito à criação de produtos com visão de gênero, o debate abordou o uso de tecnologias como a inteligência artificial (IA) ou open finance para criar melhores perfis que levem à criação de produtos cada vez mais personalizados. “Devemos olhar para os comportamentos, não para o gênero”, resumiu Brigitte Brousset, head de business financing do Mercado Pago.

Da mesma forma, as porta-vozes concordaram com a necessidade de autoconfiança para enfrentar desafios corporativos complexos e deixar de lado a síndrome do impostor. “Finja, até conseguir”, resumiu Gabriela Estrada, Disruptor de anos anteriores, cofundadora e CEO da Vexi, fintech mexicana de cartão de crédito com 1 milhão de usuários.

“Seja capaz de levantar a voz, não tenha medo de assumir um papel de liderança ou expressar suas ideias. Você está na posição que está por causa do seu talento”, destacou María del Pilar Correa, gerente de produto de wallet da empresa colombiana Nequi.

Você perdeu o evento? Resumimos os destaques da conversa neste especial aqui.

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