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CNBV com nova presidência: Lei Fintech 2.0 e recuperação de credibilidade esperada

ago 29, 2025

Por Nicolás Cortes
Ángel Cabrera assumirá a presidência da CNBV e tem desafios imediatos: atualizar a regulamentação para novas tecnologias, como blockchain e tokenização, enquanto lida com uma supervisão mais rigorosa para o setor bancário.

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A Comissão Nacional de Bancos e Valores Mobiliários do México (CNBV) terá um novo presidente e espera-se que este governo atualize a Lei Fintech, seja mais eficiente na supervisão e recupere a confiança no sistema financeiro do país.

Ángel Cabrera, que substituirá Jesús de la Fuente a partir de 1º de setembro, se encontrará diante de um ambiente de pressão galopante no ecossistema: de fintechs à espera de licenças a reputações bancárias atingidas desde o Norte.

“A tecnologia está avançando em um ritmo que a atual Lei Fintech, pioneira na época mas já ultrapassada, não consegue conter. É necessária uma modificação profunda para abordar realidades como criptoativos, stablecoins e tokenização de ativos reais, que hoje operam em um perigoso limbo regulatório”, disse Alejandro Canseco, advogado associado da Dentons México, comentando sobre a urgência da atualização, chamada Lei Fintech 2.0.

Este ano, apenas a fintech chilena Fintoc e a Finco Pay obtiveram licenças para operar. Enquanto isso, grandes entidades da região, como Mercado Pago, Nu e Revolut, aguardam suas licenças como bancos, já que o país atrai players de todos os calibres.

Carlos Valderrama, advogado e sócio-fundador da Legal Paradox, está confiante de que a gestão de Cabrera alcançará esse progresso. “Do ponto de vista do grêmio fintech, há grandes expectativas, precisamente, porque no passado ela demonstrou especificamente não apenas colaboração com a associação, mas também interesse no assunto.”

Recuperar a confiança

Outro dos desafios que o novo presidente enfrentará é a aura de desconfiança que envolve o sistema financeiro mexicano após as acusações dos Estados Unidos contra o CIBanco, a Intercam e a Vector Casa de Bolsa, por serem canais de lavagem de dinheiro de redes criminosas.

“Uma das tarefas urgentes que o regulador tem atualmente é concentrar-se na capacidade, rapidez e eficácia da supervisão, evitando que os processos sejam lentos, pois essa lentidão abre espaço para que práticas inadequadas se infiltrem”, indicou Ana Enciso, gerente de marketing e atendimento ao cliente da Access Asset Management.

O setor concorda que uma das principais prioridades de Cabrera será fortalecer a vigilância das entidades. “O México deve demonstrar avanços concretos na luta contra a lavagem de dinheiro para restaurar a confiança internacional e evitar sanções que isolem o sistema financeiro nacional”, comentou Canseco.

A mudança na gestão surge como uma oportunidade para redefinir o papel do regulador diante dos novos riscos tecnológicos e operacionais.

“O desafio é monumental, mas a recompensa é o futuro do sistema financeiro mexicano: mais sólido, moderno, inclusivo e competitivo”, concluiu Canseco.

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