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Banco do Brasil: massa crítica desbloqueará todo potencial do open banking

jan 31, 2022

Por Roberta Prescott
Banco do Brasil
Com open banking, Banco do Brasil planeja melhorar produtos e serviços existentes e impulsionar a personalização

O open banking é uma realidade no Brasil, mas seu impacto total só será sentido quando mais clientes consentirem em compartilhar seus dados, permitindo que as instituições financeiras reformulem produtos e ofereçam novos serviços, segundo o Banco do Brasil (BB), instituição financeira mais antiga do País.

O Banco do Brasil já executou reavaliação de limites de crédito de muitos clientes com base na inteligência de open banking, diz Pedro Bramont, diretor de negócios digitais do banco estatal. Dentro de três a quatro meses, deve haver volume suficiente de adesão de clientes ao open banking para introduzir mais iniciativas e se ter uma ideia real do potencial do banco aberto open banking, diz ele à iupana.

“O número de pessoas que aderiram ao open banking ainda não é significativo o suficiente”, diz Bramont. “O número real de consentimentos é a barreira atual, porque os modelos de crédito dependem de se ter uma massa crítica.”

Open banking é um sistema sob o qual APIs abertas permitem que desenvolvedores criem aplicativos, sites e serviços que podem se comunicar entre instituições, tornando os dados financeiros dos clientes mais amplamente disponíveis.

A estratégia do BB em open banking foca tanto em projetos que aprimorarão seus produtos e serviços atuais quanto em projetos com poder transformador.

“Ações de otimização não mudam o modelo de negócios e não criam novos produtos, mas melhoram o desempenho. Por exemplo, esses projetos podem nos ajudar a melhorar a precisão da análise de crédito e dos modelos de crédito e nos permitir aumentar a personalização”, diz ele.

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Oferecer taxas de juros mais baixas

Mais adiante, os planos do BB incluem utilizar dados de open banking para ajudar os clientes a tomar melhores decisões de investimento. Ou seja, se o banco souber quanto um cliente está investindo em outras instituições financeiras, ele terá uma visão mais clara da situação financeira da pessoa, poderá aconselhar melhor e oferecer taxas de juros mais baixas. O open banking permitirá que o BB e outras instituições façam isso e muito mais.

Bramont também espera que o sistema abra as portas para agregadores de dados financeiros. O BB já desenvolveu um. Chamado de Extrato Multibanco, ele oferece aos clientes anuentes uma visão consolidada de suas finanças, como extratos bancários de diferentes instituições financeiras.É uma continuação lógica do aplicativo Minhas Finanças,, lançado pelo BB em 2017 e que mostra aos clientes como estão gastando o dinheiro que guardam no banco. É uma transformação interessante que vai melhorar a experiência

dos clientes, fornecendo-lhes mais informações”, diz Bramont. É também outro exemplo de como o open banking contribuirá para aumentar a concorrência e a transparência, acrescenta.

Produtos bancários sob medida

No longo prazo, Bramont diz que as instituições financeiras buscarão a personalização para oferecer a melhor experiência possível com base no perfil de cada cliente.

“O sonho dos bancos é ser ‘um banco para cada cliente’. Para isso, é preciso entender o histórico financeiro e o perfil dos clientes, para ter o preço certo para aquele indivíduo”, diz.

Com mais informações sobre os passos financeiros de seus clientes, os bancos estarão em melhor posição para oferecer a eles exatamente o que eles querem, quando querem. Atualmente, é difícil ter uma visão completa, se um cliente tiver contas em vários bancos e fintechs. “A personalização vem do conhecimento da história financeira”, diz Bramont.

Ainda assim, há barreiras a serem superadas. Além da necessidade de mais pessoas aderirem ao sistema financeiro aberto, existem desafios de segurança. “Os bancos estão muito preocupados com questões de segurança. O desenvolvimento do open banking também requer melhoria contínua em segurança cibernética e educação financeira do consumidor”, acrescenta.

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