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O futuro das finanças na América Latina e no Caribe

janeiro 23, 2022

Banco aberto no México: Citibanamex foca em parcerias

ago 2, 2021

Por Fabiola Seminario

Com a chegada do Open Banking ao México, o Citibanamex procura melhorar sua gama de produtos e serviços através de parcerias com terceiros

 

Enquanto a indústria financeira mexicana se prepara para a fase 2 de bancos abertos, o Citibanamex anunciou que sua estratégia está focada em estabelecer alianças para expandir seus produtos de crédito e gestão de riqueza.

Com a implementação dessas iniciativas, a instituição financeira espera melhorar e aumentar a aquisição de novos clientes.

“O maior risco de bancos abertos é não fazer nada e ser conquistado pelos clientes, pois haverá interfaces que oferecerão uma experiência melhor do que aquela que você pode proporcionar”, disse Esteban Domínguez, diretor de alianças fintech e bancos abertos do Citibanamex, à iupana.

O México foi o primeiro país a desenvolver regulamentações para um sistema financeiro aberto na América Latina, uma iniciativa que começou há três anos com a promulgação da Lei Fintech. A lei obriga as instituições financeiras, os emissores de dinheiro e as empresas de informação de crédito, entre outras, a estabelecer APIs padronizadas, com o objetivo de compartilhar dados.

Em junho de 2020, o regulador emitiu as regras secundárias, que prevêem o fornecimento de acesso a informações sobre a localização de caixas eletrônicos, acesso a APIs, políticas de segurança, entre outros pontos.

Foi dentro desta estrutura que o Citibanamex lançou em julho seu API Hub, uma plataforma para se conectar com as APIs do banco.

“A verdade é que vimos várias dezenas de empresas querendo consumir estas informações. Tem sido interessante ver o grande apetite dos desenvolvedores”, diz Domínguez.

E este apetite não veio apenas dos desenvolvedores de software e aplicativos, mas também de empresas financeiras que não possuem pontos de acesso de caixa e de saída de caixa e fintechs especializadas em bancos abertos.

Agora, após a conclusão desta primeira fase, o banco está reunindo o máximo de aprendizado dos desenvolvedores, bem como casos de uso para lidar com a segunda fase do regulamento, que diz respeito ao consumo de dados transacionais.

“Estamos construindo essas jornadas para que isso aconteça”, diz ele.

Oportunidades de crédito e gestão de riqueza em bancos abertos

Para o Citibanamex, a relação múltipla de produtos financeiros que oferecem a seus usuários lhes permitirá focar em experiências, no uso de dados e no crescimento de outras linhas de negócios.

A ideia é desenvolver estas iniciativas em colaboração com terceiros. Ao mesmo tempo, eles também querem se concentrar na construção de capacidades e canais para mostrar seus produtos e experiências para que possam ser consumidos por meio desses canais de terceiros.

“Consumiremos experiências que beneficiem nossos clientes em nossos canais ou para clientes em canais de terceiros, mas sempre sob a marca Citibanamex.”

A este respeito, Dominguez confirmou à iupana que não adotará o modelo bank as a service (BaaS) para se juntar ao cenário bancário aberto no México.

” BaaS está arrendando infraestrutura, mas não estamos nesse negócio, estamos no negócio de fazer parcerias com o ecossistema e vemos essas colaborações em duas áreas: na área de nós incorporando suas experiências e produtos ou nós incorporando nossas experiências e produtos em seus canais.”

Entre as áreas de maior interesse para adicionar aos ambientes colaborativos do Citibanamex estão agregadores de tecnologia para bancos abertos; empréstimos, tanto para indivíduos quanto para PMEs – eles provavelmente explorarão a compra agora, pagarão depois do modelo; e, finalmente, alianças que melhoram a gestão de riqueza.

“As vantagens do banco aberto são que você poderá ter todas as suas informações em um só lugar e a partir da plataforma Citibanamex você poderá ver todas as informações lá”, diz ele.

Apesar disso, o especialista em alianças estratégicas afirma que, para conseguir isso, é necessário ter toda a infraestrutura de apoio e segurança instalada, bem como uma visão estratégica clara em relação ao roteiro de produtos a serem promovidos.

Esta mudança de mentalidade também está pressionando alguns bancos a apostar no desenvolvimento de novas marcas financeiras baseadas em um núcleo digital nativo, o que lhes permite desenvolver novos produtos e experiências em linha com as tendências do setor.

Entretanto, o Citibanamex acredita que, para sair “vencedor” neste período de interrupção, não é necessário, por enquanto, aplicar esta prática de extensão.
“Acreditamos firmemente no valor da marca e no selo de confiabilidade que ela dá a nossos clientes”, diz Domínguez.

“Lançar uma marca não está necessariamente no [plano], mas, sim, continuar a fortalecer a marca e oferecer sob o guarda-chuva da banca aberta.” Não é algo decidido, mas acho que temos uma grande oportunidade com a marca”, diz ele.

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